sábado, 21 de julho de 2018

Praias às moscas e ...


 Praias às moscas e ponte Luís I a abarrotar de turistas.



Ontem, dei um salto à cidade do Porto e, passando no tabuleiro superior da ponte Luís I, avancei para a zona da praça da Batalha e a seguir rua de Santa Catarina. Comecei a fazer uma contagem mental do número de línguas estrangeiras, que não a portuguesa(de Portugal), me passassem pelos ouvidos. Em pouco mais de uns 15 minutos contei para cima de uma boa dezena. Vejamos: Brasileiros, Espanhóis, Italianos, Franceses, Ingleses, Alemães, Chineses, Japoneses, Indianos, Paquistaneses e provavelmente também, Belgas, Holandeses, Irlandeses, Austríacos, Nórdicos, eu sei lá. Um ror de línguas num espaço tão curto. Este "boom" turístico em Gaia e Porto está a aumentar de dia para dia. Incrível!

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Marco 47...UFA!!!



Faz hoje, precisamente 2 anos, que estava a subir o famoso Pico na ilha do Pico, Açores. Aquele marco, o 47 foi o último a atingir, chegando finalmente à sua grande cratera. Foi uma subida longa, difícil e muito exigente de força muscular. Os meus 67 anos de idade começavam a mostrar os seus limites físicos. O sistema cardio-respiratório correspondeu bem ao esforço mas os músculos das pernas não estavam treinados para subir continuamente durante aquelas longas 5 horas e ressentiram-se. Mas deu para lá chegar...nos limites. Depois de uma boa meia hora de descanso ataquei a descida que fiz em 3 horas, numa boa, sem problemas.  As minhas brincadeiras de subidas e descidas de montes e valados em Trás-os-Montes não passaram de leves treinos mas deram para desenrascar. 
Gostava de repetir a proeza para o ano, carregando na mochila os meus 70 anos. Veremos como me sentirei nessa altura.


domingo, 15 de julho de 2018

Homem de pouca FÉ





Esta "sexta feira 13" já passou e eu nem daria por ela não fosse acontecer algo que nunca me tinha acontecido, na vida. A minha neta vai fazer 23 meses e até à data nunca me tinha posto à prova da estanquicidade líquida.  Como anda na fase do anda com fralda, anda sem fralda, calhou-me a fava rica e fiquei todo encharcadinho. Quando pediu para ir fazer o chi-chi...já era. Digamos que foi um baptismo localizado...atrasado.
Posso concluir que dentro da felicidade de ter uma neta com quem reaprendo a brincar, só terei que estar de sobreaviso na próxima  "sexta feira 13", não vá aquele diabrete, de novo, tecê-las!

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Andorinhas grevistas


O ditado popular "tempestade no mar, gaivotas em terra" podia ser adaptado para as andorinhas quando há tempestade(trovoada) no ar. Em pleno dia de procura incessante de insectos, as andorinhas pararam de  voar e recolheram aos fios de eletricidade. Passados uns bons minutos começou a ouvir-se uns trovões ao longe, explicando aquele comportamento. Ou por precaução ou por desorientação (deve haver uma explicação científica), o facto é que estas aves recusaram-se a laborar. Os próprios insectos voaram mais baixo, perto das casas e ruas, o que provocou um maior número de voos rasantes das andorinhas durante a borrasca, mas lá nas alturas ficou tudo deserto. 

terça-feira, 10 de julho de 2018

E vão três este ano


Mais um réptil, terceiro este ano, que dou de caras ao percorrer os trilhos deixados pelos rebanhos de ovelhas lá da minha aldeia. Os meus cães, mais uma vez, passaram por cima dela e nem a viram ou farejaram. Não sei se por ser um animal frio seja mais difícil de ser detetado. Mas também a reação da cobra foi quase nula. Só mexeu um pouco a cabeça e continuou no mesmo sítio, dando-me tempo de sacar o telemóvel do bolso e fotografá-la. E por lá deve ter continuado porque também não fiquei a ver qual o destino/objetivo que teria em mente. Se estivesse sozinho talvez ficasse um pouco mais a contemplá-la mas, como estava com os dois cães, optei por continuar não fosse o diabo tecê-las. 

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Língua de palmo e meio




Podiam ser "uma da manhã, HEI"... mas não, eram só sete da manhã. Dia a prometer temperaturas acima dos 30º centígrados. Eis como fica um cão citadino que teve a triste ideia de seguir o seu dono, num treino de altitude em  Trás-os-Montes, em preparação para a sua futura escalada ao Pico, a ser realizada(quiçá)  no verão de 2019. Aquela "banheira" na qual ele se encontra, no dia anterior, ainda tinha água proveniente da última chuvada que naquela zona se tinha abatido. Tinha-se dessedentado nela, mas agora tudo estava seco. Valeu-lhe a água que eu transportei acondicionada numa garrafa em saco térmico. A sua língua, quase de palmo e meio, pedia meças  às dos camaleões, rãs ou sapos.  

terça-feira, 3 de julho de 2018

Contenção de despesas


Hoje, tive que mudar de computador pois o mais moderno com windows 10 recusou-se a trabalhar em pleno. Peguei neste antigo com windows 7 e apesar da sua maior lentidão vai dando conta do recado. Abri, com saudades, o Picasa 3 e as primeiras fotografias que vi foram de Helsínquia tiradas em 2013.
Ao ver esta fotografia, lembrou-me que, na hora do lanche, tinha entrado numa pastelaria e por sugestão de um familiar que lá vivia nessa altura, foi-me indicado um bolo tipo "big"croissant mas recheado com uns frutos que presumi serem de maçã e outros desconhecidos. Para acompanhar este bolo, nada melhor que um chã de ervas aromáticas lá da zona, que foi requintadamente servido numa bonita chávena através de uma chaleira inox e, se o desejasse, temperá-lo com leite frio que tinha vindo  noutro recipiente. Como era enorme o bolo dividi-o em dois e deu para mim e para a minha esposa. Daí a faca espetada no meio do bolo que se vê na fotografia. Era um bocado insípido mas comeu-se. Fiquei surpreso foi ver noutras mesas, pessoas(finlandesas) a comerem belas postas de salmão cru acompanhado com couves fatiadas, numas grandes malgas, com uma sofreguidão e deleite que me deixou agarrado ao  estômago. Hábitos não se discutem mas salmão cru ao lanche! 

domingo, 1 de julho de 2018

COM CERTEZA


Se não fossem os arranjinhos de ÁRBITROS e "V(B)ARES" Portugal deveria jogar só hoje com a Rússia. Deveria ter ficado em primeiro e não em segundo no grupo. A sequência da jogada espanhola que deu o seu segundo golo ainda deve estar atravessada na garganta amassada do Pepe. Falta escandalosa que só os interessados não viram. Pura ROUBALHEIRA! 
Mais um dia de descanso, outro relvado e outro adversário(Rússia) creio que seria mais acessível e poria Portugal nos quartos de hotel, perdão, de final desta competição.
Apesar da nossa seleção jogar com apenas 9,5 jogadores(Gonçalo Guedes foi sempre uma nulidade e com João Mário fora de forma e de posicionamento adequado no terreno também pouco fez), o Uruguai só rematou três vezes à baliza. Incrível a eficiência conseguida. Cavani é um grande jogador mas a pontinha de sorte também o bafejou. A pontinha de azar bateu-nos à porta. 
Fernando Santos continuou a ser casmurro(€€€) e continuou a apostar em jogadores fora de forma. Outros valores se levantam(empresários) para que tivesse apostado em jogadores a precisar de serem (re)lançados aos mercados. Essas valorizações fazem movimentar muito dinheiro por portas travessas. Um dos pratos preferidos  do "enginheiro"(dizem quem o conhece) são os carcanhóis, perdão, os caracóis! De gastrópodes e gastronomia deve perceber ele, a potes. Agora de futebol...tem os seus dias(interesses). Umas vezes sim, outras nim.
Eu, se fosse o selecionador, teria feito diferente, com certeza. E com certeza que a minha conta bancária também seria muito diferente. COM CERTEZA! 

sábado, 30 de junho de 2018

Dia de mata-mata


O jogo de futebol entre Portugal e Uruguai é já hoje. 
Começam os oitavos de final deste mundial e quem perder vai de vela. 
É o chamado caso de mata-mata.
Estou em crer que vai mais ser um dia de mata e esfola. Muitas canelas esfoladas porque as caneleiras protetoras das pernas dos jogadores vão ser curtas para cobrirem todas as regiões...demarcadas.


Atenção VAR, usem óculos com lentes atualizadas de preferência progressivas, anti reflexo com proteção UV porque têm mostrado, durante estes jogos mundiais muita miopia, cegueira e vistas cansadas. Deixem de reutilizar as inocentes garrafas de água mineral de 1,5 litros para as encherem de vodka russa. Tantos mirones visionando  tantos visores e mesmo assim deixando passar em claro tanta evidência não será só burrice. Há algo muito mais psicadélico a comandar aquelas mentes.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Parecia o Porto da era Lopetegui



Há quem diga que sou pessimista. Eu contradigo dizendo que sou realista. Ontem, mais uma vez, aquela seleção, dita nacional provou que os seus jogadores já deviam ter ido para banhos há muito tempo. Muitos dos jogadores estão em má forma,  jogam a passo, fazem demasiados passes laterais e para trás, fazem erros de passe mesmo de curta distância e os poucos remates feitos costumam ir parar às bancadas. Foi uma pasmaceira. Fizeram-me lembrar as exibições do Porto na era Lopetegui. Contra o Uruguai, a continuarem assim, vai ser um jogo tipo matraquilhos, muda aos três e acaba aos seis. FRAQUINHOS, FRAQUINHOS. 

segunda-feira, 25 de junho de 2018

19 fantasmas rio acima, rio abaixo




Ontem,  rumei até junto do rio Douro, do lado de Gaia, todo afiambrado em tirar umas belas fotos aos barcos rabelos, durante a sua regata.  Quando lá cheguei, esperei espectante, sentadinho num banco mesmo junto à margem. Esperei e desesperei pela dita competição. O tempo aprazado no programa oficial(15 horas) foi passando e nada de barcos. Como não era para ter qualquer consulta médica, ao fim de meia hora de espera, levantei ferros e voltei por onde vim...ou quase. Chegado ao tabuleiro inferior da ponte Luís I tive que subir até ao seu nível superior. Uma subida com um declive bastante acentuado que faz pensar...mas que mal é que eu fiz a Deus, para estar a ser castigado desta maneira, num dia de S.João. Claro que, para quem subiu o Pico ainda há dois anos... foi canja. ESTRANHEI, por conseguinte, aquele cartaz bem humorado, em inglês, como convém para turista ler, alertando para o dispêndio de energias que ainda faltariam para concretizar a subida e propondo uma paragem naquela tasquinha  saboreando um sempre bem vindo, copo de PORT WINE , of course. Pelas mijadelas que o grande vaso de flores tinha marcadas na sua base, o vinho devia ser mesmo bom, de fazer estalar a língua e excitar o sistema urinário.
Claro que não aceitei tal sugestão e continuei subindo...calmamente. No cimo, para retemperar as energias, comprei uma dúzia de churros, numa das várias roulotes de venda de churros e farturas que estavam acampadas por baixo da escarpa do mosteiro da serra do Pilar e fui-os "papar" já em minha casa sentadinho no sofá em frente à televisão, esperando ver AINDA os 19 fantasmas(barcos rabelos) rio acima, rio abaixo.
Dizem algumas más línguas que devido ao nosso COSTA(the first), que andou na noitada de S.João, estar ainda por estas bandas, foi-lhe ofertada o visionamento daquela regata...DA PARTE DA MANHÃ!!!
Já não é Carnaval mas, em festas de S.João também ninguém levaria a mal. 
O povo continua sereno! Temos o respeito que merecemos da parte dos nossos governantes e viva a Seleção Nacional que joga logo à noite com o Irão e ou muito me engano ou vai ser uma outra...desilusão.

domingo, 24 de junho de 2018

Noite mal dormida


Depois de uma noite mal dormida, provocada pelos excessos da noitada sanjoanina, nada melhor que um banho frio matinal para repor os sentidos no sítio. Estas pombas, assim o fazem e nada as fará sair da água nem mesmo a minha passagem com o meu rezingão cão Black. Não se vê viva alma, parece uma cidade fantasma. É dia de S. João! 
Mais logo, por volta das 15 horas há que ir assistir à XXXV regata de barcos Rabelos, no rio Douro. 19 embarcações previstas irão derimir forças, agilidade e saberes na arte de manobrar um rabelo e aproveitar ao máximo o vento e as correntes do rio. Muito interessante. A não perder. 

sábado, 23 de junho de 2018

Caça ao tesouro


Ontem, como o dia estava ótimo para trabalhar a vitamina D, dei um salto à praia e "armado" em Sherlock Holmes fui à caça do meu tesouro marítimo, procurar e encontrar no meio daquele cemitério arenoso os meus queridos "beijinhos". Há quem colecione conchas, outros procuram pedras brancas bonitas para decoração e eu gosto mais dos ditos "beijinhos", gastrópodes da família dos TRIIVIDAE com o nome científico TRIVIA MONACHA. Quando cheguei à meia dúzia destes espécimes parei porque, andar dobrado na areia, passo a passo, durante alguns minutos começa a ser depois um pouco doloroso voltar à posição ereta ou ortostática. A coluna vertebral já vai começando a emperrar. 


sábado, 16 de junho de 2018

Vitamina D de BORLA


Meia dúzia de gatos pingados na praia da Granja em meados deste mês de Junho, parece mentira. 
Só por lá devem parar alguns turistas nórdicos para os quais aquelas boas areias finas mais uns quaisquer 20 graus de temperatura exterior será já  excelente. Depois, têm para matar saudades das suas terras nórdicas, aquele nosso tão querido vento que vem do norte e que dá pelo nome popular de "NORTADA" . Se juntarem às suas peles corporais, tão branquinhas, uns bons raios UV em índice 9, então ficam em tom lagosta enquanto o diabo esfrega um olho. Depois, é só voltarem para as suas terras e mostrarem aquele bronzeado, tão desejado, aos seus vizinhos...invejosos. Claro que só não contam que o papão Melanoma lhes poderá fazer uma visita uns anitos mais tarde.
Velhos tempos em que nas praias se inalava o cheiro a iodo emanado pela presença de abundantes e variadas algas. O cheirinho da manteiga de cacau a ser barrada nos corpos das crianças e adultos era uma constante. Viam-se rochas cobertas de lapas, mexilhões e muita variedade de pequenos búzios e caramujos. As águas e areias eram mais limpas(sem plásticos) e as famosas pulgas do mar eram uma consumição. Entravam amiudadamente  por zonas corporais íntimas e faziam umas cócegas danadas.
Grandes aventuras e boas recordações desses tempos. 

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Ninho em marmeleiro


Este ano, na altura da floração dos marmeleiros, a chuva e o frio inibiram os insetos de fazer uma polinização conveniente. Resultado, este ano vou fazer é marmelada ...por um canudo. Mas nem tudo se perdeu. Encontrei um ninho bem instalado mesmo no centro de uma árvore e pelo andar da carruagem vou ter mais produção de pássaros do que propriamente produção de marmelos. Isto claro se os passarocos não se inibirem de fazer a marmelada correta para dar origem aos filhotes. Ninho em marmeleiro só pode dar uma boa ninhada.



domingo, 10 de junho de 2018

Amoreiras e bichos da seda


Eis um exemplo de frutos vermelhos que antes de o serem  têm este aspeto bem  verdinho. As amoras de árvore são totalmente diferentes, em sabor, das de silvas. São muito mais sumarentas e bastante tintureiras. Quando estão maduras, ao tirá-las, quase que se desfazem nas mãos e deixam-nas todas lambozadas com um vermelho cor de sangue, muito vivo. Quando era miúdo tinha a mania de criar bichos da seda e procurava as folhas desta espécie para os alimentar. Guardava os bichos, casulos e os ovos de uns anos para os outros, numa caixa de papelão com tampa transparente, bem acomodada, em cima do guarda-fatos. Tinha o cuidado de ir pondo umas folhas de amoreira para quando eclodissem, se alimentarem. Um ano, esqueci-me de lhes pôr as folhas e quando nasceram ...morreram à fome. Foi uma mortandade. Nunca mais fiz da sua criação um hobie. Creio que atualmente também já não haverá bichos da seda a viverem, no meio das cidades e a alimentarem-se de folhas de amoreiras. A haver devem procurar as árvores vizinhas de um qualquer fast food  da zona. Torna-se mais cómodo e a engorda está garantida.      

sábado, 9 de junho de 2018

Black, dom quixote del Pereiro


Quando nos aventuramos por terrenos desconhecidos, por vezes acontecem imprevistos e foi o que aconteceu, mais uma vez, ao Black. Ao passarmos em fila indiana, eu , ele e o Noddi, por uma passagem estreita entre terrenos agrícolas, apareceu este poço sem qualquer protecção e o triki-triki ao ver um terreno verdinho e liso tinha que o ir explorar e dando um grande salto, catrapuz, mergulhou no poço com uma pinta dos diabos. Parecia um saltador de prancha dos jogos olímpicos. Os limos, enganaram-no bem enganado. Claro que fez logo meia volta, todo aflito, e nadou para a berma onde o icei pegando-o pela coleira. Para além de ficar a pingar água e limos por todo o lado,deve ter ficado um pouco ferido só no seu...orgulho. Ainda por cima, no dia anterior, tinha-o lavado bem lavadinho na banheira de casa com champoo e secado muito bem com toalhas mais  secador. Aquela barrela teve de ser feita porque tínhamos passado por terrenos contaminados(pestilentos) com cheiro nauseabundo, provocados por derrames da mini ETAR lá da aldeia e como ele é baixo de patas, tinha ficado todo besuntado e mal cheiroso. Podia, muito bem, ter feito as diabruras ao contrário e tinha-me evitado aquela  trabalheira extra. Mas não, ele é mesmo assim. Um dia ladra ao canzarrão do pastor, provocando-o e logo dá às de Vila Diogo  antes de servir de boneco de trapos ao grandalhão, logo no dia seguinte entra afoitamente por terrenos enlameados  mal cheirosos precisando de uma lavagem geral(por cima e por baixo) e, ainda não satisfeito, salta para um poço enfrentando um ror de rãs e milhentos mosquitos. Todos os dias para ele são dias de aventuras endiabradas.  É o dom quixote del Pereiro.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

paisagens transmontanas


Uma paisagem, quando fotografada, nunca é igual mesmo sendo tirada do mesmo sítio. A parte terrestre pode parecer muito igual mas as nuvens, em constante movimento, dão-lhe uma outra perspectiva, uma outra envolvência. Durante a minha última estadia em Trás-os-montes, fui sempre acompanhado por um tempo incerto, por vezes com nevoeiro, outras vezes com chuva e quase sempre acompanhado por muitas nuvens. E o resultado, por vezes, é simplesmente... lindo .





quinta-feira, 7 de junho de 2018

Pipocas, uma speedy gonzalez



Continuando a escrever sobre cães de lá da aldeia, não posso deixar de mencionar uma cadela de nome Pipocas que sempre que se encontra solta, nos acompanha nas caminhadas. Esta cadela, meio escanzelada, tem uma velocidade digna de se comparar à dos galgos. Torna-se estonteante querer acompanhá-la com o olhar quando ela se digna dar umas corridas de contentamento à volta do Noddi e do Black. O seu dono, costuma tê-la presa num pátio, junto ao seu cavalo e a verdade é que esses dois criaram um sentimento de amizade muito forte. Não raras vezes vejo o cavalo a beijocar a cadela com uma sensibilidade digna de (alguns) humanos. Mas sempre que o seu dono se esquece de fechar o portão, ela dispara a correr para a minha casa e subindo as escadas fica junto à entrada da porta à espera que alguém a receba e lhe faça umas festinhas. Claro que a verdadeira intenção é receber o miminho que eu sempre lhe dou, um biscoito para cães que eu trago sempre comigo e distribuo amiudadas vezes, por eles. Estes biscoitos são uma espécie de suborno vs autorização para que o meu vira-latas citadino seja melhor aceite pela maioria dos canídeos da aldeia. Só há um que não alinhou na reciprocidade de "afectos". Há um novo macho, filho do famoso Poeta, já falecido, pertença de um dos pastores e que também é mau como as cobras. Já correu atrás do Black, quando exercia as suas funções, atrás do seu rebanho e só não o apanhou porque deve ter achado que não valia a pena um esforço suplementar de correr mais  uns metritos atrás de um pretito reguileiro deixando indefesas todas as ovelhitas do seu dono. O Black já ficou avisado.


quarta-feira, 6 de junho de 2018

Noddi , um cão aciganado

 Já se passaram cinco anos desde  que vi e conheci pela primeira vez este cão. Meio vadio, meio cigano,  comecei-o a tratar pelo nome de Noddi e assim ficou.
Juram a pés juntos, alguns residentes da aldeia, que já o viram a vaguear, amiudadas vezes, pelas aldeias limítrofes, algumas delas já a bastantes dezenas de quilómetros. Mas volta sempre aqui,  se calhar à minha espera. Sempre que volto ao Pereiro não me larga mais, quer chova quer faça sol. Entra, todo afiambrado, pela casa adentro, que esteve fechada durante  os vários meses de invernia e vai direitinho ao seu lugar costumeiro, dos outros anos, de descanso e dormida. Espera pacientemente pela sua refeição e a partir daí não me larga mais... durante o dia, porque, quando se aproxima a noite, depois de um último repasto frugal, costuma ir dar a sua escapadela noturna(?) reaparecendo, normalmente, só a meio da noite.  Por vezes até se ausenta alguns dias. Como tenho sempre a porta entre-aberta, entra  subrepticiamente e vai-se deitar, procurando descansar um pouco, mas sempre de atalaia ao meu toque de levantar para me acompanhar, por vezes todo ensonado,  nas minhas caminhadas. Quem resmunga, sempre um bocado, por ter sido perturbado no seu sono, é o Black, o meu cão citadino, que deve ficar perplexo com o descaramento do entra e sai daquele ainda seu primo afastado, pois, não nos podemos esquecer que são ambos  descendentes do antepassado canis lupus signatus(lobo-ibérico). Mas tudo numa boa. O pior é a despedida. Quando regresso à selva citadina fica a ver, no meio da estrada, o meu carro a desaparecer no horizonte, esperando pacientemente que um dia nos reencontremos. Tem sido assim, já lá vão cinco longos anos com as suas cinco longas invernias.



terça-feira, 8 de maio de 2018

Terra de cobras e lagartos


Quando se passeia por montes e valados aqui na minha zona de retiro transmontano dá para se deparar, ainda, com um pouco de vida selvagem. Desta vez, para além do visionamento de alguns lagartos( ainda vão resistindo às modernices agrícolas dos agricultores) deparei com uma bonita e elegante cobra, por cá chamam-lhe "bostigo". Foi muito gentil, por sinal. Deu-me tempo para sacar do telemóvel e tirar-lhe "uns recuerdos". Só não me ocorreu fazer-lhe a medição aos palmos(et pour cause) mas devia andar  pelos 1,5 metros. Dei-lhe os bons dias e toca a dar às de Vila-Diogo! Ela lá continuou, impávida e serena, a aquecer o seu corpo com os primeiros raios solares do dia.
Já no dia anterior tinha encontrado o esqueleto do que me parece ser de uma ovelha. O motivo porque ali sucumbiu é que não sei. Tirando a causa lobo que não os há por ali, tudo pode ter sido desde doença, raposa ou algum cão...faminto. Nodi(?), vade retro!


voltei àquela estrada...


Após uma ausência prolongada, causada pelo inverno e princípio de primavera que foram muito agrestes, voltei, neste fim de semana, à minha aldeia transmontana. Voltei com muitas saudades e principalmente com muito receio de poder encontrar o Noddi(cão podengo que vive livre de impostos e obrigações) de quem eu sou "TUTOR", muito debilitado e cheio de marcas de lutas inter-caninas. Mas os meus receios dissiparam-se quando o vi bem composto fisicamente e sem nenhuma marca de lutas recentes que  precisasse de arranjos veterinários. Mal pressentiu o meu bólide a entrar na aldeia logo correu atrás dele e, quando abri a porta, pregou-me logo com umas carinhosas lambidelas nas mãos. Nunca mais me largou, para onde quer que eu fosse. No bom sentido, ele é pior do que uma sogra(das antigas). Notei, aquando das refeições uma pequena diferença de comportamento. Sempre dei as refeições ao mesmo tempo ao Noddi e ao meu "citadino vira-latas" Black. Sempre respeitaram os seus tempos de comer. Só depois é que trocavam de posições nos recipientes para verem se tinha sobrado alguma coisa e acabarem por lamber as sobras. Desta vez, porém, mal acabou a sua dose o Noddi foi à do Black e com um pequeno empurrão de chega para lá(carinhosamente) acabou com o que ainda lá restava. O Black estava habituado a comer primeiro a parte dos húmidos e só depois(quando lhe desse nas ganas) acabar por comer a ração sólida, propriamente dita.  Tudo isso era feito nas calmas. Ficou um pouco perplexo e acabrunhado mas, para ele, aquela refeição tinha acabado por ali. Na segunda refeição, quando o Noddi se preparava para fazer a mesma gracinha(comer a sua parte e o que ainda restasse  da do Black) deparou com o prato deste já vazio. O Black tinha acabado de devorar tudo num ápice. Aprendeu depressa. Nunca mais o episódio se repetiu.


quarta-feira, 18 de abril de 2018

Cuscando a paisagem mirandesa


Da varanda do hotel Fresno, na cidade de Miranda do Douro, registei esta bonita paisagem. Vê-se o que resta do antigo castelo(à esquerda) e uns repuxos(sempre bonito de se contemplar) no meio do leito do rio Fresno que irá confluir com o Rio Douro a sul desta cidade.

Burriquices



Não tive amas nem infantários. No meu tempo de infância isso era um luxo, só atingível para uma pequena elite social.  Os meus avós foram quem me moldou. A rua era o meu lugar privilegiado para as brincadeiras. Desde o meu tempo de escola primária, liceu e por aí fora, era comum, usual, ouvir dizer que alguém que respondia mal a uma pergunta ou disparatava sobre um qualquer outro assunto, que essa pessoa tinha dito uma burrice ou então, mais direto, que essa pessoa era burra. Agora, nestes tempos "modernos" mais avançados, mais aprofundados psicologicamente, em principio pensar-se-ia que seria de mau tom e quiçá até traumatizante dizer que alguém era burra ou tivesse cometido uma burrice. Os tempos são outros, as psicologias, as banalidades evoluíram e as novas gerações já crescem e evoluem noutros sítios mais educados e instruídos. Daí a  haver um "licenciamento" generalizado da juventude, em  tratamentos humanos, foi um pequeno/grande passo. Presentemente dizer a alguém ou de alguém, que é burro, é estar a dar-lhe um patamar já generalizado de estatuto social. 
Um político,um governante ou até uma guia turística, dizer ou fazer uma burrice é já banal. Ninguém leva a mal. Ao atravessar o túnel do Marão, a guia turística, que me acompanhou neste fim de semana na "Rota de la Lhéngua  Mirandesa" querendo dar uma de conhecimento geral, avançou com uns curtos 1566 metros de extensão deste túnel. Falhou por pouco nos números lançados (ao vento) por si, mas falhou por muitos na sua extensão. O algarismo 1 não tem razão de existir e só deveria acrescentar um 5 no fim.  Na realidade são só... 5.665 metros. Quase que acertava! Sai-me cada capicua!

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Registando para a posteridade


Durante a atuação dos "LÉRIAS" na taberna "A Moagem", em Sendim, freguesia do conselho de Miranda do Douro, região na qual se fala a segunda língua oficial portuguesa, eis que junto ao "pifareiro" apanhei  o meu amigo A.A. "registando a participação no evento da sua esposa dançante". Não houve maleitas que afligissem quem quer que fosse naquela tarde...bem passada.

fotografia "censurada"


O rio Tua, afluente do rio Douro, parece estar a ser "censurado" tal o efeito criado pela velocidade do autocarro em que eu viajava com os protetores da ponte sobre a qual estava a passar. O efeito azulado da fotografia é devido à sua captura através do vidro(anti U.V.) da janela do autocarro.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

SAFARI TRANSMONTANO ASININO


Domingo, vou participar num pomposo SAFARI asinino num lugar chamado Palheiriço, lá para os lados de Miranda do Douro,  leste transmontano, mesmo junto à fronteira com Espanha. 
Munido de um típico cajado mirandês, calcorrearei (o que for necessário) para apreciar (visualmente) a beleza rústica daquela espécie, considerada em vias de extinção... o burro mirandês. O seu zurrar é muito característico e bonito de se ouvir. 
Lembro-me das cavalgadas ou seriam só correrias que protagonizei, quando era jovem,  nos caminhos empoeirados da minha recôndita aldeia transmontana.  Nessa altura havia uma carrada desses lindos animais. Não haveria agricultor que não tivesse na sua "loja" um desses espécimes. E como era bonito acordar com os seus zurrares estridentes. Nessa altura não havia eletricidade na aldeia e tudo cheirava a um rusticismo genuíno. Presentemente, só a burra da senhora Tina, senhora já com mais de 90 anos mas que ainda labuta a terra com a sua inseparável burra, é que ainda "reside" na aldeia da qual ainda tenho algumas costelas genealógicas. Os burros deram lugar aos cavalos...dos motores dos tratores e automóveis. As lojas dos animais passaram a garagens com portões automáticos e respetivo comando eletrónico, acomodando essas bestas ferozes com muitos cavalos nos motores.É a modernice a tresandar por todos os bolsos e carteiras dos seus novos inquilinos.  


quarta-feira, 4 de abril de 2018

Troca - tintas de uma figa


Estas belas orquídeas  de cor azul foram  coradas artificialmente, é verdade, mas ficaram lindas, lindas. Este exemplar foi-me oferecida, no dia de Páscoa, pela minha esposa que, sabendo do meu gosto pelos azuis, ofertou-me este espécime. Mas, bastou o F.C.P. escorregar em Belém e deixar o comando do campeonato, para esta linda planta começar a mudar de cor. Aquele botão ainda fechado, quando abriu, mostrou a sua verdadeira cor que não tem nada a ver com todas as outras(mostra uns raios avermelhados). Enquanto ela me fizer  lembrar aquelas duas grandes tigeladas vindas de Belém  não vou conseguir engolir aquelas delicadas, doces, sumarentas e ternurentas  preciosidades! Quanto à planta, para já, só a rego uma vez por semana com água mineral mas, se as coisas continuarem a correr mal para os lados do dragão, creio que vai passar a beber água da torneira, com cloro e tudo. Era só o que faltava ter uma vira-casacas dentro de casa!


segunda-feira, 2 de abril de 2018

mira - o mar


Miramar, uma das boas praias do norte do País. Grande areal com areias finas só pena as nortadas(ventos do norte) que no verão teimam em nos castigar. Esta localidade tem como particularidade uma capela construída em cima das rochas, mesmo junto ao mar. Conta uma lenda que um cavalo num galope desenfreado( devia ter visto uma cavala jeitosa) numa noite de grande nevoeiro, estacou mesmo em cima das rochas ao ouvir o rebentar das ondas alterosas, evitando uma morte eminente do seu cavaleiro. Este Senhor, para agradecer tal "milagre" mandou erigir aquela capela. Ainda hoje se consegue ver as marcas das ferraduras do cavalo cravadas nas rochas.